Playlist: Aprendendo a ser resiliente com Alanis Morissette

 “Contar a minha história me ajudará a acabar com o sentimento de vergonha. Aprendi a aceitar quem eu sou e como sou. Se decidi dividir com as pessoas os fatos ruins que aconteceram comigo é para encorajar os outros a também não se sentirem envergonhados apenas por serem humanos, vulneráveis, por terem medo, por sentirem raiva ou serem frágeis. Se existe uma mensagem que eu possa passar é essa, que não devemos ter vergonha de estar vivo. ”  (Alanis Morissette)

Alanis pode não ser propriamente uma Rockstar, mas seu pop confessional (como a mídia gosta de intitular seu estilo musical) sempre teve um pé no rock.

Dona de um timbre marcante, com uma potente extensão vocal acompanhada sempre de sua guitarra e de letras irônicas e sinceras, compostas em sua maioria pela própria, a cantora canadense se tornou referência para várias artistas que surgiram depois dela. Katy Perry, Avril Lavigne e Taylor Swift declararam em várias entrevistas o quanto suas carreiras foram influenciadas por Alanis Morissette.

Contudo, sua trajetória não foi marcada só por sucessos. Grande parte de suas composições são autobiográficas. Os problemas enfrentados em sua vida pessoal serviram de inspiração para suas letras, principalmente em You ought know, na qual Alanis desabafa sobre o término de seu relacionamento com Dave Coulier, da série Três É Demais.

Mais tarde, após Ryan Reynolds trocá-la por Scarlett Johansson, ela lança em resposta o álbum Flavors of Entanglement, como forma de externalizar o que sentiu com o fim do noivado com o ator e como foi vê-lo casado com Johansson.

Além das questões mais noticiadas pelos veículos de comunicação, suas músicas também refletem outros momentos conturbados de sua vida; como o abuso sexual sofrido por ela, que foi abordado nas letras do álbum Jagged Little Pill, o uso de drogas, uma experiência homossexual que ela teve após romper um namoro com um homem de 29 anos quando ela tinha apenas 14 e, o problema com bulimia e anorexia no início de carreira.

Só que ao invés de abaixar a cabeça e aceitar a derrota, Alanis fez o caminho contrário. Sempre com um tom desbocado, ela aproveitou a música para exorcizar seus demônios internos e provar para seu público, formado principalmente por mulheres, que é possível canalizar as desgraças da vida para a arte, de forma a nos tornar mais resilientes e seguros de nós mesmos.

Virou fenômeno da indústria fonográfica desde que Jagged Little Pill vendeu mais de 20 milhões de cópias ao redor do mundo, graças às suas letras raivosas que tinham como alvo principal a raça masculina.

Para alguns, ela pode soar um pouco agressiva demais. Mas para os fãs, o que pode parecer agressividade é apenas honestidade. Afinal, tudo que é sincero e direto demais acaba sendo mal interpretado.

Toda a ira contida em suas composições nada mais é do que uma maneira de expressar sua emotividade excessiva. Gostando ou não, numa coisa todos precisam concordar; Alanis é uma mulher intensa.

Aproveite essa playlist (traduzida) para liberar o lado passional que há em você e sair da situação na qual se encontra mais aliviado e esperançoso de que é possível cortar o efeito lei de Murphy da sua vida.

You Ougtha Know

That I Would be Good

Hand in my pocket

You learn

Ironic

Sorry to myself

Receive

Offer

Limbo no more

Flinch

Not as we

So unsexy

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