Shawn Mendes: The Tour – A visão de uma fã sobre o show no Rio de Janeiro

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Depois de longos 11 meses de espera, o show do cantor Shawn Mendes aconteceu no último dia 03 de dezembro no Jeunesse Arena, na cidade do Rio de Janeiro. Os dias anteriores ao show foram de apreensão por parte dos fãs já que Shawn cancelou o show de São Paulo, no dia 30, por motivos de saúde. Apesar de toda aflição, o show aconteceu e o canadense presenteou as mais de 15 mil pessoas com simpatia e muita energia. 

Antes de Shawn entrar no palco, o show de abertura ficou por conta da banda Lagum. Admito que só conhecia a última música chamada Deixa, porém saí de lá com vontade de conhecer mais. Os cinco meninos de Minas Gerais animaram todos que estavam ali. As vozes ao vivo são ótimas, o som da guitarra era muito bom, dançaram no palco e agradeceram o tempo todo pelo apoio que o público estava dando.  

Shawn Mendes entrou no palco alguns minutos adiantados e cantando o single Lost in Japan. A música é ótima, é hit, e todo mundo cantou junto, porém ele tem músicas melhores para uma abertura de show, como ‘’If I can’t have you’’. Músicas que iniciam shows devem ser aquelas que colocam o lugar abaixo logo de cara.

Apesar de doente, a voz do cantor estava estável e ele conseguiu alcançar notas altíssimas durante toda a noite, cada agudo era respondido pelo público com muita animação. Aliás, a evolução vocal do Shawn é muito notável, é possível ver uma melhora até mesmo comparando com seu show no Rock in Rio de 2017, a voz dele hoje é mais alta, mais clara e sem desafinações.

Entre as músicas antigas que mais agitaram o público estão, There’s Nothing Holdin’ Me Back, Treat You Better e a lenta Never be alone que foi tocada no piano. Das músicas do último álbum, lançado em maio de 2018, as que mais tiveram recepção do público foram Youth, onde o cantor fez um discurso sobre juventude, ser livre e feliz, Particular Taste onde Shawn parece flertar com a plateia, e In my blood que terminou o show e o chão do Jeunesse Arena parecia tremer.

Perto do final as bailarinas do projeto Na Ponta dos Pés subiram ao palco para dançar enquanto Shawn Mendes tocava piano. Foi um dos momentos mais bonitos do show. Foi muito emocionante ver meninas de um projeto social ganhando tamanha visibilidade.

Quando o assunto é palco a turnê deixa um pouco a desejar. Havia dois palcos, o principal, na frente do público, e o segundo no meio da pista do Jeunesse, onde ficava a escultura de uma rosa, símbolo do álbum e turnê. O palco principal era muito pequeno. Mas o que me incomodou mesmo, foi o fato de que nos dois palcos os pianos ficavam virados para o lado esquerdo, sendo assim Shawn ficava de costas para quem estava do lado direito. Poderiam ter alternado em um palco para direita e outro para a esquerda, dando oportunidade de todo mundo assistir.

Outra coisa incômoda foram as luzes do palco e o telão desligado. Shawn Mendes está aproveitando esta tour para gravar um documentário, tudo que ele faz dentro e fora dos palcos é monitorado por uma câmera. Sendo assim, algumas iluminações do palco foram feitas para favorecer as filmagens, porém isso prejudicou quem estava nas arquibancadas. Em uma das vezes em que cantava no palco principal, só dava para ver a luz do refletor, o cantor não aparecia.

Outra coisa foi quando o cantor passou para o segundo palco, o show contava com três telões, dois laterais e um no meio, os dois telões laterais não transmitiam nada, ficando apagados. Já que enquanto estava no piano Shawn estava virado para o lado esquerdo, o mínimo seria o telão funcionar para que quem estivesse do lado direito pudesse ver seu rosto.

Outra coisa que reparei está ligada à organização de plateia. A própria produção do cantor pediu que a pista tivesse cadeiras com lugar marcado, coisa incomum nos shows do Brasil. Isso deixou o show mais organizado, principalmente na hora da entrada do público que entrou com calma, sem correria. Porém, na hora do show eu senti que as cadeiras pareciam deixar o lugar mais frio, impediu um pouco as pessoas de pularem e dançarem. Da minha visão de cina parecia que as pessoas estavam limitadas naquele espaço. Mas foi somente um detalhe. 

Apesar de tudo os meses de espera valeram a pena, todo mundo já pedia pela volta de Shawn. Foram duas horas de show, com repertório completo e direito a covers de músicas famosas como Fix You do Coldplay. Deu para perceber que tudo no show foi pensado para a melhor experiência de quem estava ali. Nos resta aguardar a estreia do documentário para ter a chance de ver de novo algumas partes desse dia especial.