Crítica | Playmobil- O Filme: Uma jornada para o redescobrimento do eu

Playmobil: O Filme, dirigido por Lino Disalvo, conta a história dos irmãos Marla e Charlie, narrando como o amor por aventuras e o companheirismo de fazerem coisas juntos  mudou após a morte de seus pais.

O exercício do espírito aventureiro e a necessidade de fazê-lo é colocado em prática durante o decorrer das cenas de maneira divertida e extremamente emotiva, o que torna a animação acessível para crianças e adultos.

No início, Marla, uma menina de 18 anos, mostra-se cheia de esperança e expectativa, e é, nesse momento, que somos arrebatados pelo seu anseio por aventura. Frases como “A aventura vale por si só” e “Nada nesse mundo é pior que uma vida sem emoção” são utilizadas para mostrar para a audiência a motivação da personagem e criar uma expectativa das coisas que Marla irá realizar.

Essa circunstância é, porém, quebrada logo em seguida com a morte dos seus pais, fazendo com que Marla deixe seus sonhos de lado para cuidar de seu irmão.

No decorrer do longa,  os personagens são “sugados” para um mundo onde são transformados em  bonecos Playmobil, momento em que o filme começa a mostrar qual é o assunto que realmente quer abordar.

É por meio de piadas, cenas com o carismático espião Rex Dasher, monólogos do Imperador Maximus, tentativas de fuga de Charlie e seus companheiros da prisão no Coliseu e Del tentando acabar com suas dívidas, que é sustentado, de maneira grandiosa, o propósito do filme. 

Essa jornada nada mais é que o redescobrimento de Marla, que tenta recuperar a esperança e o seu amor pela aventura, de modo que saia do automático e reaprenda a viver.

Dito isso, pode-se afirmar que Playmobil é um excelente filme para as pessoas que procuram diversão na tela do cinema e para as que deixaram sua essência de lado e esqueceram como viver.

Outro fator impressionante é a trilha sonora (assinada pelo compositor brasileiro Heitor Pereira) que promove o andamento da história, tendo como auge a música do Imperador Maximus ao prender Charlie e os outros guerreiros.

Portanto, pode-se tirar de lição da narrativa, que as pessoas devem refletir a todo momento o que são e o que as fazem felizes, não podendo esquecer nunca que o mundo está cheio de aventuras e possibilidades.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s