Resenha | A Química que há entre nós

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Sinopse

” Grace Town é esquisita. E não é apenas por suas roupas masculinas, seu desleixo e a bengala que usa para andar. Ela também age de modo estranho: não quer se enturmar com ninguém e faz perguntas nada comuns. Mas, por algum motivo inexplicável, Henry Page gosta muito dela. E cada vez mais ele quer estar por perto e viver esse sentimento que não sabe definir.”

 

Vamos lá, eu gosto de dividir a resenha em partes e vou começar falando dos personagens.

A única personagem que eu não gostei foi da própria Grace. Eu não consegui me apegar a ela, porque eu terminei o livro sem saber quem é Grace Town. Tudo bem que ela é uma personagem misteriosa, mas eu achei que no decorrer do livro nós iríamos conhecê-la, mas isso acontece muito pouco. Então ficou difícil para mim sentir qualquer coisa por ela, até em relação ao trauma que ela passou e que explica o seu jeito hoje. Por causa disso, achei difícil de me colocar no lugar dela exatamente por não conhecer a personagem. Talvez a Grace pré-trauma deveria ter sido mais explorada. Sem contar que eu achei as cenas que ela aparecia meio chatas.

Já o Henry, seus amigos e sua família, salvam o livro. As melhores cenas e diálogos acontecem entre eles. Os pais do Henry são do tipo que todo mundo quer ter, a família dele é hilária! As cenas dele com os amigos são muito especiais, a forma como um trata o outro é incrível e vai te dar uma invejinha haha. Destaque para a Sadie, irmã de Henry, e Lola, amiga dele. São as duas melhores personagens do livro. Elas deveriam aparecer mais.

Agora a parte do romance:

Enquanto lia, eu estava achando essa parte muito chata e nada a ver. Eu não gosto de livros onde o romance não tem base, que não é bem construído. Os personagens são loucos um pelo outro, quase morrem um pelo outro, mas você não sabe de onde vem esse amor, você não sabe dizer porque esses personagens estão apaixonados, o que os fizeram se apaixonar. Um dia eles nem se falam, no outro já estão loucamente apaixonados??

Mas aí eu me toquei que o objetivo do livro é mostrar exatamente isso; como nós nos enganamos com os nossos sentimentos, como nós criamos sentimentos e relacionamentos que só existem na nossa cabeça. Todo mundo conhece alguém que já passou por um relacionamento assim, onde você não sabe o que une aquelas pessoas, porque não tem nada ali para elas. A nossa carência, a nossa ideia do que é um relacionamento, a expectativa que criamos sobre uma pessoa, tudo isso pode nos machucar muito e é isso que o livro quer mostrar.

Os três últimos capítulos do livro são muito bons, as conversas do Henry com a irmã sobre amor são muito reais e eu acho que pode ajudar muitas pessoas a entenderam melhor esse sentimento e os relacionamentos.

Esse livro não é um romance, se você quer ler um romance, procure outro livro. Mas se você quiser ler sobre pessoas reais, que fazem coisas duvidosas, que não sabem lidar com a própria vida e os sofrimentos dela, leia este livro. Talvez ele te mostre algo.

Um livro que eu não leria de novo, mas que eu não odiei. Sei que vou esquecer dele com o tempo, mas serviu como passatempo. É uma leitura rápida. O livro não é pesado, mas toca em assuntos sensíveis. Se você só quer ler coisas pra cima neste momento, talvez esse livro não seja pra você.

O livro vai ganhar uma adaptação pelo serviço de streaming, Amazon Prime, o filme estreia em agosto e traz a atriz Lili Reinhart, que interpreta a Betty Cooper em Riverdale, como Grace Town.

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