Recomendações de filmes nacionais

Infelizmente, ainda existe muito preconceito com o cinema nacional e muitas vezes essa aversão vem dos próprios brasileiros que se recusam a assistir produções de seu país por achar que por aqui só se faz besteirol (como se lá fora também não tivesse muitos). Mas não só de comédia vive nosso cinema. Tem muitos filmes nacionais que estão botando os internacionais (e principalmente os famosos hollywoodianos) no chinelo. Essa lista é só uma pequena parcela disso, porque ainda tem vários outros que ficarão para futuros posts.

Entre Abelhas

Rede Globo > tv liberal - Belém recebe a pré-estreia do filme ...

Bruno, vivido por Fábio Porchat, é um cara de quase 30 anos, recém separado, que de repente passa a não enxergar mais as pessoas ao seu redor. Conforme a importância delas em sua vida vai diminuindo, mais elas desaparecem. 

O filme apresenta uma forma diferente de abordar a temática da depressão, tudo é retratado através de metáforas assim como o próprio título. Além disso, é muito bom ver o Porchat fugindo um pouco da comédia (apesar do filme também  ter momentos cômicos) pra se jogar no drama. A atuação dele não decepciona nem um pouco provando que atores de comédia também são capazes de interpretar papéis dramáticos.

Paraísos Artificiais

Paraísos Artificiais (filme) – Wikipédia, a enciclopédia livre

Protagonizado por Nathalia Dill, Paraísos Artificiais é ambientado no cenário regado por álcool, sexo e drogas das festas eletrônicas. A trama faz uma boa crítica a ilusão que permeia esse universo, além de trazer uma história de romance cheia de reviravoltas e flashbacks. Todo o elenco está incrível! 

Que Horas Ela Volta?

Que Horas Ela Volta? – Wikipédia, a enciclopédia livre

Val é uma pernambucana que sai de sua cidade natal para trabalhar como empregada doméstica em São Paulo. Depois de muitos anos, sua única filha, Jéssica, pede para mãe para ficar uns dias com ela para prestar vestibular. Se sentindo culpada por não ter participado da criação da garota e enxergando a oportunidade como forma de se aproximar da filha, Val a recebe na casa de seus patrões. Contudo, a presença de Jéssica cria uma série de atritos entre todos os membros da casa, inclusive Val. 

O filme discute desigualdade social, hierarquia na relação de trabalho e consciência de classe de forma bem sensível. 

Praça Paris

Praça Paris - Filme 2016 - AdoroCinema

Camila é uma terapeuta portuguesa que trabalha na UERJ, onde atende Glória, ascensorista da universidade. Ao longo das sessões Camila se depara com uma realidade bastante violenta, já que Glória foi estuprada pelo próprio pai quando criança e seu irmão, Jonas, é um perigoso bandido que está na prisão. Cada vez mais assustada com os relatos que ouve, ela se sente ameaçada ao mesmo tempo em que Glória passa a vê-la como alguém essencial em sua vida.

É um filme bem pesado e chocante por relatar a dura realidade de uma grande população brasileira, principalmente a vivenciada pelos moradores das favelas cariocas. Porém, é interessante para compararmos o estilo de vida  da brasileira e da gringa e o consequente choque cultural da segunda.

Dom

Cinema - Dom, um filme de Moacyr Góes - Capitolina Edições

Bento (Marcos Palmeira) é um homem cujos pais, apreciadores de Machado de Assis, resolveram batizá-lo com este nome em homenagem ao personagem homônimo do livro Dom Casmurro. Tantas vezes foi justificada a razão da homenagem, que Bento cresceu com a ideia fixa de que seria o próprio personagem e destinado a viver exatamente a mesma história. Seus amigos, conhecedores do seu sentimento de predestinação, lhe apelidaram de Dom.

O filme vale a pena por trazer uma versão moderna do clássico de Machado de Assis, respondendo a nossa curiosidade em saber como seria Bentinho, Capitu e Escobar se vivessem no tempo atual. 

As Boas Maneiras

Veja trailer oficial e pôster nacional de "As Boas Maneiras ...

Vencedor do festival do Rio de 2017 nas categorias de melhor filme, fotografia e melhor atriz coadjuvante para Marjorie Estiano, o filme também ganhou o prêmio Felix dedicado a produções LGBTQ e o prêmio especial do júri no festival de Locarno. 

A história narra o encontro entre duas mulheres de classes sociais e personalidades diferentes, que se unem a princípio por uma questão hierárquica e conforme vão se aproximando, se transforma em algo afetivo. Para os amantes de terror e fantasia que sentem falta desses gêneros em produções nacionais, é uma boa pedida. 

Loucas pra Casar

Ana França Design - Loucas pra casar

Estrelado por Ingrid Guimarães, Suzana Pires e Tatá Werneck, Loucas pra Casar é uma comédia romântica que tem o poder de surpreender até quem não é fã do gênero. Não se engane, nada é o que parece e o filme deixa isso bem claro tanto através de sua trama e de seu final com um ótimo e inesperado plot twist, quanto pelo próprio gênero dele. Se você é daqueles que acha que comédia nacional só serve pra passar o tempo, você vai quebrar a cara de forma bem positiva. Nada é o que parece! Não se esqueça disso.

Era uma Vez

Era uma Vez... (filme) – Wikipédia, a enciclopédia livre

Dé, nascido e criado no morro do Cantagalo, na cidade do Rio de Janeiro, se apaixona por Nina, uma garota rica moradora de Ipanema. Eles engatam um relacionamento apesar das diferenças sociais entre ambos e do preconceito das duas famílias. 

O filme é uma versão moderna e abrasileirada do clássico Romeu e Julieta.


O que você achou dessas indicações? Já assistiu algum desses filmes? Se tiver outra produção nacional que você sentiu falta aqui, só indicar nos comentários 😉.

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